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Meu primeiro negócio

Em junho de 2008, o engenheiro mecânico Darlan Dallacosta, 27 anos, traçava o caminho inverso da maioria dos pesquisadores brasileiros: deixava para trás a universidade, mais precisamente o centro de pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina, para abrir a própria empresa, transformando em lucros o conhecimento acumulado ao longo de muitos anos.

Prestes a concluir seu doutorado em biomecânica, hoje ele está à frente da Scitec Soluções em Ensaios de Materiais e Produtos, com sede na cidade de São José, em Santa Catarina. A empresa, com apenas três funcionários, é uma das únicas no país especializada na avaliação de materiais e desempenho de produtos acabados para a área da saúde. “Fazemos testes completos de qualidade e performance de acordo com as normas nacionais e internacionais, em trabalhos que podem durar de poucas horas a 60 dias de operação contínua”, diz Dallacosta. Na carteira, 20 clientes, a maioria pequenos e médios fabricantes de próteses ortopédicas, que juntos garantem à Scitec um faturamento anual de R$ 300 mil. “A meta é atender pelo menos 40 parceiros nos próximos dois anos e expandir a participação no mercado, com trabalhos voltados às indústrias automobilística e naval.
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MONTE UM NEGÓCIO, NÃO CRIE UM PROBLEMA

Para quem pretende montar um negócio, tenha bastante cautela. Não admita ilusões, seja realista. Evite o empirismo, faça pesquisas, analise a concorrência. Pondere sua experiência no ramo, peça conselhos aos mais experientes. Você sabe como é difícil ganhar dinheiro honesto. Mas como é fácil vê-lo escorrer pelos ralos!

Preserve o emprego que você tem, enquanto faz o test drive. Considere que muitos dos que pediram demissão apressadamente para tocar um empreendimento estão hoje arrependidos. Alguns desses foram motivados a pensar que a vida de patrão era moleza. Não pense assim! O caminho do sucesso sempre foi e será encharcado de muito suor.

Decidiu, mesmo? Continue sendo cauteloso! Não faça como alguns que, precipitadamente, investem pesado na criação da logomarca, no design arrojado da fachada, no visual interno da loja, coisas do tipo. Depois descobrem (pasme!) que pouco ou nada restou para adquirir o estoque inicial, muito menos para manter o negócio em movimento. Leia Mais »