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Parques Tecnológicos: caminho à inovação

Uma área que reúne grande concentração de institutos de pesquisa, universidades e empresas de diversos tamanhos, em um ambiente propício à inovação de tecnologia, é conhecida como Parque Tecnológico.

Símbolo da pós-modernidade, os Parques Tecnológicos ousam ao serem intervenções urbanas de impacto, que abrigam simultaneamente empresas inovadoras, direcionadas pela lógica do mercado; e instituições de ensino e pesquisa, que possuem missões relacionadas à ciência e a tecnologia.

Mais do que ocuparem o mesmo espaço, os Parques Tecnológicos proporcionam um ambiente de integração e cooperação entre o meio empresarial e acadêmico.

Desta convivência pacífica, entre dois mundos antes considerados tão distintos, e hoje vistos tão complementares, a realidade dos Parques Tecnológicos se mostra como a melhor alternativa de investimentos nas vocações tecnológicas e no empreendedorismo inovador.

Experiências bem sucedidas no mundo demonstram como é possível uma instituição híbrida funcionar como uma alavanca ao desenvolvimento. No cenário internacional, há 60 anos surgiram os primeiros Parques Tecnológicos. De forma espontânea e natural, as iniciativas públicas, privadas e instituições de ensino perceberam que ao se unirem, solidificam seus potenciais e suas chances de crescimento.

A primeira geração de Parques surgiu aproximadamente no ano de 1950 e foi formada por empresas de base tecnológica ao interagirem-se com universidades fortes e dinâmicas. A cultura empreendedora, investimento estatal e a vontade de inovar foram fatores facilitadores para a organização. Um caso clássico de Parque pioneiro é o Standford Reserch Park, do qual se originou o Silicon Valley (Vale do Silício), nos Estados Unidos.

O boom dos Parques Tecnológicos se deu nos anos 70 à 90, em que regiões européias estreitaram laços com as universidades, e através de políticas públicas de incentivo, reafirmaram-se como os maiores e mais importantes centros de tecnologia e inovação do planeta. Portugal e Espanha foram países que obtiveram destaques como sedes de grandes Parques Tecnológicos.

A última geração de Parques remete-se ao atual processo de desenvolvimento econômico e tecnológico de países emergentes. Nesta esfera, está o Brasil, um país com forte vocação tecnológica e inovadora, e que está extremamente orientado para o mercado globalizado.

No contexto nacional, há 74 iniciativas de Parques Tecnológicos, sendo que 25 encontram-se em plena operação. Apesar de ser ainda pequeno o número, em relação a nossa extensão territorial, nunca estivemos em um melhor momento.

O país nunca teve uma rede de instituições, sejam elas privadas ou academias de ensino, tão bem preparada e voltadas à inovação. A vontade de crescer aliou-se a capacitação técnica e o incentivo ao empreendedorismo.

O que falta então?

Em todos os casos de sucesso na implantação de Pólos Tecnológicos, o governo foi um grande aliado. Políticas públicas de incentivo a criação dos parques, bem como o apoio em sua gestão e estrutura, foram indispensáveis.

Dessa forma, é determinante o papel da administração pública, nas esferas federal, estadual e municipal. Somente com o tripé, formado por governo, empresariado e instituições de ensino, há bases concretas para inovação local e global, baseadas no conceito de Pólos Tecnológicos.

Além dos benefícios concretos ao setor empresarial voltado à tecnologia, os Polos tem se tornado socialmente responsável ao trazer benefícios como emprego, renda e revitalização urbanística. Além disso, um ambiente que incentiva atitudes inovadoras gera conhecimento, capital intelectual e desenvolvimento para a sociedade.

Reilly Rangel

Artigo publicado em 23/07/2010 no Jornal Diário da Manhã

Reilly Rangel é presidente da Comunidade Tecnológica do Estado de Goiás (Comtec-GO) e diretor do Grupo Tron

R$ 300 mil para projetos inovadores

Goiás semeia a cultura da inovação

Goiás está entrando em um novo ciclo, um momento focado em inovação e competitividade. Uma série de ações têm acontecido e acredito ser apenas o começo de um novo perfil do mercado. Em breve disponibilizarei um material sobre a Lei da Inovação, entre outros, aqu ino Blog.

Por agora, uma reportagem com o Secretário de Ciência e Tecnologia, Joel de Sant´Anna Braga Filho:

“A melhoria da produtividade tem o seu efeito positivo na empresa no tempo presente de sua existência. Mas esse procedimento não é, de forma alguma, a garantia de êxito para o futuro. O futuro passa, portanto, pela inovação tecnológica. Desconhecer que a inovação envolve incertezas é insensatez. Afinal o futuro é um tempo desconhecido. Mas fechar os olhos à necessidade de se descobrir novos produtos adequados ao futuro também é insensatez. E isso pode ser muito perigoso à vida da empresa. A inovação exige uma certa audácia dos empresários no sentido de que assumam o risco na geração de novas tecnologias e novos produtos. Leia Mais »

O que empresas líderes e inovadoras têm em comum

Inovação e liderança são conceitos que, intuitivamente, relacionamos facilmente a certas empresas. Companhias líderes e inovadoras normalmente apresentam um share of mind elevado e criam no cliente a percepção de que a inovação é algo realmente intrínseco ao seu negócio. Mas que fatores tornam uma empresa líder e associada à inovação? Bem, é preciso inicialmente deixar claro que cada mercado tem sua peculiaridade, porém, é sim possível identificar traços comuns a empresas líderes e inovadoras.

Uma companhia é considerada líder se ocupa a primeira ou segunda posição em seu mercado de atuação. Para ocupar essas colocações ela precisa, quase que obrigatoriamente, buscar inovação constante. E, não nos enganemos: para ser forte e bem sucedida, a companhia precisa estar no topo do ranking. Obviamente, existem empresas que se contentam em ser meras partícipes num determinado mercado, ou então a copiar a inovação trazida por outras, no entanto o que se pretende discutir neste artigo é a liderança. Leia Mais »

Para investir em inovação, tempo é dinheiro.

O primeiro trimestre de 2010 pode ser decisivo para guiar os investimentos em Pesquisas e Desenvolvimento no Brasil. Isso porque, além das gigantes multinacionais, que podem criar seus próprios centros de inovação, um modelo que beneficia a grande maioria das empresas é o Open Innovation. Aliado a este modelo de inovação aberta estão as chamadas públicas para contratação de financiamentos, que podem sair a qualquer momento, dar oportunidade para as empresas inovarem, além de serem ou não reembolsáveis.

“A previsão é de que muitas chamadas públicas sejam abertas nestes primeiros meses do ano, período em que as empresas já devem estar preparadas a se candidatar aos benefícios fiscais que as chamadas públicas proporcionam”, explica Eduardo Peixoto, executivo chefe de Negócios do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), centro de inovação que atua também como desenvolvedor da inovação por meio do Open Innovation. “Não há como prever quando estas oportunidades virão, mas é preciso estar preparado tanto na identificação de pontos para a defesa da inovação até a forma de captação, execução e gestão do projeto como um todo”, completa Peixoto.

Para este ano, os incentivos podem ser ainda maiores do que 2009. Só a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep) superou no ano passado R$ 900 milhões em operações de crédito, mais de 60% acima de 2008. Em 2010, a perspectiva do desembolso pode chegar a 80% a mais. Ou seja, R$ 1,6 bilhão.

FONTE: SEGS / Sindinformática

Você não precisa ser um gênio para inovar

Quando a gente fala de inovação, a maior parte das pessoas já pensa: mas eu, inovar, como? Não sou cientista, nem expert em coisa alguma, muito menos tenho um monte de dinheiro para investir em pesquisa. O fato é que você não precisa de nada disso para inovar.

Abaixo, algumas dicas mostram para você, que procura ter seu próprio negócio ou já tem o seu e está cansado de bater de frente com a concorrência, que para inovar não é preciso genialidade. É preciso, sim, uma pitada de criatividade e muita, muita vontade de botar pra fazer.

1. Inovar no modelo de negócio (como você cobra, onde e pra quem você vende) é tão ou mais importante que inovar na tecnologia. Só que com um detalhe: não demanda grandes conhecimentos técnicos nem grandes investimentos de capital. O Spoleto, Empreendedor Endeavor desde 2003, não mudou em nada a receita das boas massas italianas nem sequer desenvolveu um processo de fabricação inovador. Foi a forma de vender e de apresentar seu produto, trazendo a cozinha para a frente da loja e deixando o próprio consumidor “cozinhar”, que fez com que a rede se tornasse um dos maiores grupos de franquia do país, atingindo a marca de 200 lojas em 2008.

2. Levar profissionalismo a setores informais: muitos empreendedores ganham muito dinheiro e constroem grandes negócios fazendo direito o que todo mundo acreditava que seria sempre um serviço “mais ou menos”. O Grupo Poit Energia, Empreendedor Endeavor desde 2002, fez exatamente isso: trouxe profissionalismo, seriedade e competência para um setor que até então era dominado por pequenas empresas informais e sem o menor compromisso com o cliente: aluguel de energia. A SEDI, Empreendedor Endeavor 2009, começou como um despachante imobiliário com os mesmos recursos e desafios que qualquer outro. Mas a vontade de fazer a coisa bem feita e o sonho de ver seu negócio crescer o levaram a construir a maior empresa de regularização comercial e imobiliária do país.

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