Posts marcados ‘crise mundial’
Negação ao risco quebra as empresas
Acreditar que seria inimaginável entrar em um processo de bancarrota foi um dos sérios enganos cometidos por grandes corporações que se transformaram em um dos principais agentes responsáveis pelo estouro da crise no final do ano passado. Instituições bancárias centenárias e grandes indústrias dos mais diversos setores, em poucos meses, sucumbiram, desmoronaram impérios quase que “inquebráveis”, todos deteriorados por escolhas estratégicas equivocadas.
O ainda modesto reaquecimento atual da economia passará a medir se a amarga lição de um ano foi realmente absorvida e se a crise trouxe realmente um aprendizado. Foi o excesso de apetite ao risco ou a sua própria negação que cegou empresas que acreditavam estar vacinadas contra potenciais insucessos. Muitas delas simplesmente esqueceram de olhar para o mercado e lançaram produtos que não estavam alinhados a expectativa de seus clientes.
Um exemplo foi o setor automobilístico nos EUA. Algumas montadoras acreditaram que a força de suas marcas eram tão fortes que seu nome e tradição seriam suficientes para que o mercado absorvesse automóveis de grandes dimensões, mesmo indo contra a maré de demandas por veículos mais compactos e econômicos.
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Subdesempenho Satisfatório – Uma doença comum, fácil de contrair e difícil de evitar
Uma análise das maiores e melhores empresas do país segundo o Guia Exame Melhores e Maiores na década de 90 mostra que, após 15 anos, 54% foram vendidas, sendo que 28% foram negociadas em crise, ou seja, quando já estavam perdendo valor no mercado.
Uma das razões para este fenômeno é o que denominamos (meu querido colega Sumantra Ghoshal- professor da London Business School- e eu em nosso último livro) de “subdesempenho satisfatório”. Trata-se de uma doença comum, fácil de contrair e difícil de evitar. Os gestores de empresas bem-sucedidas e competitivas não raramente apresentam traços de arrogância típica do sucesso. Neste momento, subestimam os movimentos do concorrente, sempre encontram boas justificativas para o erro e cerceiam a iniciativa e inovação.
Uma pergunta que se coloca em face desse cenário é: como escapar do subdesempenho satisfatório? A resposta: aprender a culinária “agridoce”. Isso significa potencializar a performance, melhorando os recursos e a produtividade, com cortes de custos inteligentes (“azedo”), e auxiliando a criação de novas oportunidades (“doce”). Se a empresa enfatiza muito o lado azedo terá problemas, pois as pessoas não resistirão. O comprometimento se esvai e a energia se dispersa. Leia Mais »
O novo perfil do empreendedor
Com a crise mundial aconteceram algumas mudanças no mercado e consequentemente no perfil dos investidores.
O empreendedor nato não se assusta com crises, na verdade ele vê nelas oportunidade para crescimento, procura saídas para se beneficiar, e durante o processo gera desenvolvimento.
Os grandes investidores que perderam muito dinheiro com a crise mundial se retraíram consideravelmente, criando oportunidades para os pequenos investidores, que por sua vez não perderam nada, ou muito pouco.
Agora é o momento de pequenos investidores/empreendedores se adentrarem em negócios onde não havia oportunidades, pois eram controlados por grandes investidores.
Em um próximo tópico comentarei sobre o levantamento de capital para estes investimentos. Até lá vamos discutir aqui as oportunidades latentes.


