Meu primeiro negócio
Em junho de 2008, o engenheiro mecânico Darlan Dallacosta, 27 anos, traçava o caminho inverso da maioria dos pesquisadores brasileiros: deixava para trás a universidade, mais precisamente o centro de pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina, para abrir a própria empresa, transformando em lucros o conhecimento acumulado ao longo de muitos anos.
Prestes a concluir seu doutorado em biomecânica, hoje ele está à frente da Scitec Soluções em Ensaios de Materiais e Produtos, com sede na cidade de São José, em Santa Catarina. A empresa, com apenas três funcionários, é uma das únicas no país especializada na avaliação de materiais e desempenho de produtos acabados para a área da saúde. “Fazemos testes completos de qualidade e performance de acordo com as normas nacionais e internacionais, em trabalhos que podem durar de poucas horas a 60 dias de operação contínua”, diz Dallacosta. Na carteira, 20 clientes, a maioria pequenos e médios fabricantes de próteses ortopédicas, que juntos garantem à Scitec um faturamento anual de R$ 300 mil. “A meta é atender pelo menos 40 parceiros nos próximos dois anos e expandir a participação no mercado, com trabalhos voltados às indústrias automobilística e naval.
O pontapé inicial a Scitec recebeu nesta terça-feira (27) durante a realização do XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e do III Fórum Global de Inovação & Empreendedorismo do InfoDev, iniciativa do Banco Mundial, que acontece em Florianópolis, Santa Catarina. A empresa é uma das 1.400 selecionadas para receber investimentos do Programa da Primeira Empresa, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia por meio da Finep. Serão R$ 120 mil de subvenção no primeiro ano para serem aplicados basicamente em consultorias de gestão e marketing e mais R$ 120 mil de empréstimo subsidiado, a juros zero e 100 meses para pagamento. “A ideia é aplicar a verba em consultorias de marketing, financeiras e jurídica, áreas em que somos mais deficientes, e ampliar a gestão laboratorial”, diz o empresário. “O próximo passo será oferecer ao mercado uma variedade de testes capaz de garantir aqui a realização de procedimentos que hoje são feitos apenas no exterior”.
Fonte: PEGN


