Carreiras em sustentabilidade têm futuro garantido
No Brasil, é cada vez maior o número de empresas criando departamentos de sustentabilidade. Para aquelas que já os tem, é cada vez maior a integração da área às outras unidades de negócios da corporação. Uma exemplo recente que noticiamos na VOC/Ê S/A é o da fábrica da Procter & Gamble de Louveira, cidadezinha de 25 mil habitantes situada à margem da Rodovia dos Bandeirantes, a 40 minutos de São Paulo. A P&G investiu meio milhão de dólares para a construção de uma estação de tratamento de água com objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica, a emissão de gases poluentes e resíduos orgânicos. Isso acabou criando uma nova área dentro da P&G de Louveira, inclusive com um gestor tendo sido apontado para administrá-la.
A tendência é que carreiras ligadas a área de meio ambiente bombem daqui pra frente. Basta dizer que o número de relatórios de sustentabilidade tem crescido nos últimos anos. O dado é da pesquisa mais recente (de 2008) da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável: Em 2006/07, cerca de 80 empresas brasileiras divulgaram relatórios de sustentabilidade ante 73 relatórios feitos pelas corporações da Africa do Sul, 18 companhias na China Continetal e 12 na Índia. Há dez anos, o número de empresas que produziam relatórios de sustentabilidade no Brasil era cerca de 10. Ou seja, há mais departamentos de sustentabilidade ou meio ambiente pensando como criar programas de sustentabilidade ligados à estratégia do negócio. Vide o exemplo da P&G citado acima.
Até mesmo carreiras mais tradicionais como auditoria, contabilidade e relação com investidores devem se beneficiar desse movimento. Vide declaração do presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, que disse, na semana passada, que sua esperança era de que não houvesse, em futuro breve, mais dois balanços ou demonstrativos feitos pelas empresas, um contábil e outro socioambiental, mas apenas um, em que todos os preceitos de sustentabilidade estivessem contemplados. A previsão do executivo está próxima de se concretizar. De forma pioneira, a contabilidade brasileira vai discutir, nesta semana, em audiência pública, no Rio de Janeiro, uma nova norma brasileira de contabilidade (NBC) que vai incluir nos balanços ativos e passivos ambientais. “O objetivo é disciplinar a relação que as empresas têm como o meio ambiente, até para poder comparar organizações do mesmo setor e de setores diferentes”, disse, recentemente, Aracéli Cristina Ferreira, que coordenou durante oito meses os estudos do grupo de trabalho constituído pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
Ainda sobre contabilidade social e ambiental, começa hoje e termina amanhã o Congresso Internacional de Contabilidade Socioambiental, na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Fonte: VoceSA


