Arquivo para July, 2010

60% das pequenas empresas usam internet para propaganda

Estudo realizado pelo Google na América Latina mostra que o Brasil lidera no uso de comércio eletrônico

Cerca de 60% das pequenas e médias empresas latino-americanas que administram um site próprio se servem das possibilidades oferecidas pela internet para fazer propaganda de seu trabalho empresarial, revelou um relatório encomendado pelo Google e apresentado em Bogotá.

Das 3.600 pequenas e médias empresas de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México que foram entrevistadas pela empresa de consultoria Pyramid Research para o Google, 86% conta com um site, o que permitiu identificar o grau de vinculação destas empresas com a internet.

As pequenas e médias empresas da região sem site, que correspondem a 14% das consultadas, confirmaram que utilizam alguma forma a publicidade on line ou que têm a intenção de fazê-lo nos próximos meses.

Entre os tipos de publicidade aos quais as pequenas e médias empresas recorrem estão os anúncios contextuais e em buscadores como Google ou AdWords; os gráficos, como banners; e multimídia.

Por outro lado, o “Estudo de tendências de uso de internet nas pequenas e médias empresas da América Latina” ressaltou que apenas 18% dos sites de pequenas e médias empresas permite atualmente as transações on line.

Os dados sobre publicidade e comércio eletrônico refletem, segundo este reporte, que aumentou o interesse das pequenas e médias empresas latino-americanas em incorporar as ferramentas de internet entre suas estratégias, mas que “muitas estão ainda começando”.

“Observamos um tremendo potencial para a adoção de ferramentas on line entre as pequenas e médias empresas da região”, considerou o diretor de vendas on line do Google América Latina, John Ploumitsakos, que sustentou que “cerca de 31% da população da América Latina e do Caribe utiliza internet”.

Para o executivo, “o consumidor está pedindo novas funcionalidades e maiores opções no comércio eletrônico, logo os comerciantes tradicionais devem seguir a tendência traçada pelo usuário para não ficar fora do jogo”.

As pequenas e médias empresas latino-americanas representam 95% do total de empresas da região e se levantaram como os motores e grandes geradores de emprego da economia regional, segundo reconheceu o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, o março passado.

O Brasil lidera com 29% a lista de países de maior adoção de comércio eletrônico em sites da internet, seguido pela Colômbia, onde 23% de pequenas e médias empresas implementaram ferramentas para desenvolver o comércio eletrônico.

Chile, México e Argentina os seguem com menores níveis de envolvimento.

O estudo da Pyramid Research mostrou que não só o nível de aproveitamento tecnológico poderia ser melhorado, mas também concluiu que “em termos gerais a sofisticação tecnológica na América Latina continua sendo baixa”, campo encabeçado neste caso por Chile e Brasil.

“As pequenas e médias empresas precisam otimizar seus sites na internet, habilitar funcionalidades que permitam uma maior interatividade, assim como utilizar as diferentes ferramentas disponíveis para fazer propaganda on line”, destacou Ploumitsakos.

Fonte: portalexame

Parques Tecnológicos: caminho à inovação

Uma área que reúne grande concentração de institutos de pesquisa, universidades e empresas de diversos tamanhos, em um ambiente propício à inovação de tecnologia, é conhecida como Parque Tecnológico.

Símbolo da pós-modernidade, os Parques Tecnológicos ousam ao serem intervenções urbanas de impacto, que abrigam simultaneamente empresas inovadoras, direcionadas pela lógica do mercado; e instituições de ensino e pesquisa, que possuem missões relacionadas à ciência e a tecnologia.

Mais do que ocuparem o mesmo espaço, os Parques Tecnológicos proporcionam um ambiente de integração e cooperação entre o meio empresarial e acadêmico.

Desta convivência pacífica, entre dois mundos antes considerados tão distintos, e hoje vistos tão complementares, a realidade dos Parques Tecnológicos se mostra como a melhor alternativa de investimentos nas vocações tecnológicas e no empreendedorismo inovador.

Experiências bem sucedidas no mundo demonstram como é possível uma instituição híbrida funcionar como uma alavanca ao desenvolvimento. No cenário internacional, há 60 anos surgiram os primeiros Parques Tecnológicos. De forma espontânea e natural, as iniciativas públicas, privadas e instituições de ensino perceberam que ao se unirem, solidificam seus potenciais e suas chances de crescimento.

A primeira geração de Parques surgiu aproximadamente no ano de 1950 e foi formada por empresas de base tecnológica ao interagirem-se com universidades fortes e dinâmicas. A cultura empreendedora, investimento estatal e a vontade de inovar foram fatores facilitadores para a organização. Um caso clássico de Parque pioneiro é o Standford Reserch Park, do qual se originou o Silicon Valley (Vale do Silício), nos Estados Unidos.

O boom dos Parques Tecnológicos se deu nos anos 70 à 90, em que regiões européias estreitaram laços com as universidades, e através de políticas públicas de incentivo, reafirmaram-se como os maiores e mais importantes centros de tecnologia e inovação do planeta. Portugal e Espanha foram países que obtiveram destaques como sedes de grandes Parques Tecnológicos.

A última geração de Parques remete-se ao atual processo de desenvolvimento econômico e tecnológico de países emergentes. Nesta esfera, está o Brasil, um país com forte vocação tecnológica e inovadora, e que está extremamente orientado para o mercado globalizado.

No contexto nacional, há 74 iniciativas de Parques Tecnológicos, sendo que 25 encontram-se em plena operação. Apesar de ser ainda pequeno o número, em relação a nossa extensão territorial, nunca estivemos em um melhor momento.

O país nunca teve uma rede de instituições, sejam elas privadas ou academias de ensino, tão bem preparada e voltadas à inovação. A vontade de crescer aliou-se a capacitação técnica e o incentivo ao empreendedorismo.

O que falta então?

Em todos os casos de sucesso na implantação de Pólos Tecnológicos, o governo foi um grande aliado. Políticas públicas de incentivo a criação dos parques, bem como o apoio em sua gestão e estrutura, foram indispensáveis.

Dessa forma, é determinante o papel da administração pública, nas esferas federal, estadual e municipal. Somente com o tripé, formado por governo, empresariado e instituições de ensino, há bases concretas para inovação local e global, baseadas no conceito de Pólos Tecnológicos.

Além dos benefícios concretos ao setor empresarial voltado à tecnologia, os Polos tem se tornado socialmente responsável ao trazer benefícios como emprego, renda e revitalização urbanística. Além disso, um ambiente que incentiva atitudes inovadoras gera conhecimento, capital intelectual e desenvolvimento para a sociedade.

Reilly Rangel

Artigo publicado em 23/07/2010 no Jornal Diário da Manhã

Reilly Rangel é presidente da Comunidade Tecnológica do Estado de Goiás (Comtec-GO) e diretor do Grupo Tron

Negócios on-line se fortalecem com planejamento de Marketing

Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing | 29/06/2010
thiago@mundodomarketing.com.br

Os negócios on-line são bem-vindos no Brasil. Cada vez mais empresas percebem que a internet é importante para acrescentar as vendas e, em muitos casos, é o principal plano de negócios de uma marca. Dados da e-bit encorajam o investimento já que, para este ano, espera-se um crescimento geral de vendas de cerca de 40%, se comparado a 2009.

Junto ao cenário favorável de se investir em mecanismos digitais rentáveis está a barreira da desconfiança que ainda existe para alguns e-consumidores. Isto está mudando graças a ações dos próprios players com relação à percepção do consumidor com dicas para uma compra segura. Os cliques feitos por 18 milhões de pessoas negociando pela primeira vez na internet em 2009 deram o aval para o acesso das grandes marcas do varejo à internet.

Se os números do ano passado animam, os de 2010 são ainda melhores. Espera-se 23 milhões de consumidores comprando seu primeiro bem de consumo ou serviço usando a internet que, em média, gastarão R$ 380,00, segundo a e-bit. A razão para o otimismo com relação aos negócios on-line nasce com o bom momento da economia nacional e com o aumento do poder de compra da classe C.

Entrega X preço

“Levando-se em conta a sazonalidade e o índice de entrega, o setor que tem feito o melhor trabalho é o de eletroeletrônicos”, aponta Alexandre Umberti, Diretor de Marketing e Produtos da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing. De acordo com os números da empresa, os clubes de compras despertam o maior interesse em negócios on-line apesar de apresentam média de entrega superior a média geral do e-commerce.

O comum hoje é a entrega em 24 horas. O que difere os clubes de compra, além do extenso prazo de entrega, é o menor preço. “O problema é dizer que entrega e não cumprir. Não adianta estar fora do que o mercado pratica e não conseguir exercer os acordos comerciais”, alerta Umberti. A recente entrada do Carrefour na esfera de negócios on-line mostra que a interpretação incorreta do mercado virtual pode causar uma expectativa maior que a esperada.

“A leitura equivocada da varejista francesa sobre a demanda deste novo canal, nos primeiros dias, teve impacto na entrega. Mas rapidamente foi solucionada e atingiu níveis de excelência. É preciso estar atento ao consumidor, ser fiel a sua estratégia e entender qual é a identidade para dar foco ao negócio”, ensina o Diretor de Marketing da e-bit.

Web X PDV

Se os destaques positivos dos negócios on-line são o crescimento de setores proeminentes de eletrônicos, com a chegada da Copa 2010, e o de camisetas personalizadas, os negativos são as empresas que investiram em vendas de CDs e DVDs, principalmente por causa da pirataria e das cópias oriundas da própria web.

Outro fator que encoraja o investimento em negócios on-line é, primeiramente, a economia com relação a uma loja física. “Esta é a principal diferença. Optamos pela internet porque gastamos 30% do valor de uma loja física bem localizada, sem falar nos espaços em shoppings”, aponta Gustavo Menna, Diretor da marca de moda masculina Brave.

Dos e-consumidores da Brave, 20% deles conheceram a marca por indicação. Este é mais um ponto a favor dos negócios on-line, que já contam com a força das redes sociais e do boca a boca dos internautas. “O nosso diferencial com relação às grandes marcas são os vídeos no site para demonstrar os produtos. Este sistema de e-commerce é pouco disseminado no Brasil”, diz Menna.

Negócios nas redes

Parceira da Brave no ambiente digital, a byMK estudou o comportamento de seus usuários e percebeu que a web é onde as pessoas querem se expressar. “Se as marcas estiverem neste contexto podem entrar nesta conversa e ajudar na auto-expressão dos consumidores”, salienta Flávio Pripas (foto), fundador da rede social voltada para moda, ao Mundo do Marketing.

A byMK aposta em um modelo  de negócio que oferece 100 combinações diferentes para um item de vestuário, masculino ou feminino, pela web. Caso haja o interesse pela compra, a ferramenta informa o endereço do ponto-de-venda. “O principal é se engajar com o seu cliente. Estar onde poderão prestar um serviço de qualidade. Se o segmento for moda, é preciso ajudar quem tem dúvidas sobre como se vestir e não ter apenas uma página bonita na internet”, ensina Pripas.

Apesar do sucesso e do crescente número de adeptos às redes sociais, é possível ganhar mercado na internet investindo em sites corporativos. “Não recomendo entrar nas redes sociais sem uma estratégia clara do que fazer. Ao entrar neste ambiente é preciso ter consistência porque a empresa será comentada. Felizmente, as companhias estão deixando de digitalizar o catálogo para ter uma presença mais madura na web”, completa Pripas.

Na Estrada para a Mediocridade

Este é um pequeno (e interessante) texto de Seth Godin, sobre acomodação. Fica claro que um dos antônimos de Empreendedorismo é a Acomodação.

“Pelo caminho, nos acomodamos.

Acomodamos com algo que não está completamente correto, ou um visual que não é o nosso melhor, ou um trabalho que não maximiza nossos talentos. Acomodamos com relacionamentos que não nos traz alegria, ou um website que é “bom o bastante”.

A única maneira de se tornar medíocre é um passo por vez.

Você não deve se acomodar. Esta é uma escolha que precisa ser feita todos os dias.”

Texto Original:

http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2009/06/on-the-road-to-mediocrity.html